A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da Caixa Econômica Federal é composta pela PLR Fenaban e pela PLR Social. Desde a implementação da PLR Social, as duas PLRs sempre apareceram discriminadas no holerite dos empregados. Neste ano, no entanto, foi diferente: os valores das PLRs foram unificados numa só linha.
Desconfiados, alguns empregados questionaram o valor, e o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese), ao analisar alguns holerites, chegou à conclusão que a Caixa calculou o valor da PLR Social com base na divisão linear entre todos os empregados de 3% do lucro líquido, e não de 4%, que é o que determina o acordo de PLR do banco. (Leia mais aqui.)
Na semana passada, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) encaminhou ofício solicitando explicação sobre o ocorrido, e a resposta veio na segunda-feira (29).
Por meio da Intranet, a Vice-Presidência de Pessoas (Vipes) justificou a redução do percentual destinado à PLR Social afirmando que a Caixa não atingiu integralmente os indicadores que haviam sido propostos em fevereiro de 2020. Segundo o banco, o pagamento da forma como foi feito também atende a uma demanda da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST).
A Caixa afirma que leva em consideração sete indicadores para o pagamento da PLR Social: Produtividade per capita, Conquiste Caixa, IEO, IC, ROE, Margem Operacional e Programas de Governo.
Representantes do movimento sindical alegam que esses indicadores não constam do Acordo Coletivo de Trabalho do banco, que não foram negociados com as entidades sindicais e que não foram divulgados previamente.
O Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região (ligado à FNOB) vai estudar a “justificativa” da Caixa e a possibilidade de ajuizar uma ação para reparar esse prejuízo aos trabalhadores.