Ocorreu ontem, dia 1º, a primeira reunião entre representantes do movimento sindical e do Banco do Brasil para discutir reivindicações dos funcionários incorporados da Nossa Caixa, do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e do Banco do Estado do Piauí (BEP).
Na verdade, a reunião acabou focada no Economus, o instituto de seguridade social (previdência e plano de saúde) dos funcionários do extinto banco paulista. As discussões sobre os funcionários do Besc e do BEP vão ocorrer em reuniões separadas.
Economus
Os negociadores do movimento sindical preferiram isolar o debate sobre o Economus porque é o mais urgente no momento, já que a Governança do instituto, com o uso do voto de minerva no Conselho Deliberativo, aprovou um novo plano de saúde (o Economus Futuro) e, também, mudanças no FEAS (o Fundo Economus de Assistência Social).
O Economus Futuro segue as premissas do mercado de planos de saúde comuns quanto a faixa etária individual, franquia de internação, coparticipação e reajuste trimestral de acordo com a inflação dos serviços de medicina. Quanto aos planos FEAS, foi aprovado um reajuste, a ser aplicado em janeiro de 2021, que elevará o custeio, para o associado aposentado, de 8% para 15,95% dos benefícios recebidos de aposentadoria, sem teto algum.
Pela suspensão das mudanças
As mudanças que o BB está implementando são um desrespeito ao que havia sido estabelecido no acordo coletivo. O ACT previa a instauração de uma mesa de negociação específica para tratar das questões relativas aos trabalhadores dos bancos incorporados. No entanto, além de atrasar a instauração da mesa, o BB aprovou as mudanças no Economus antes de discuti-las com o movimento sindical.
Assim, a única reivindicação apresentada na reunião de ontem foi a suspensão das mudanças pretendidas. O banco ficou de analisar o pedido.